Olá, vestibulando
Neste fim de semana ocorreu a prova do Enem e sabemos que muitos alunos estão ansiosos para saber se fizeram uma boa redação. Nós, da equipe EscreverOnline, esperamos que todos tenham conseguido realizar bem a prova e que tenham se lembrado do tema que publicamos em agosto, justamente sobre a intolerância religiosa em nosso país. Hoje, portanto, vamos falar um pouco sobre o tema do Enem 2016, “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”.
 
Primeiramente, é importante pensar que a questão da intolerância é extremamente atual e presente em esfera mundial. No entanto, o foco da redação deveria ser o que acontece no Brasil e, principalmente, como combater esse problema. Além disso, vale também lembrar que o Brasil é, de acordo com o primeiro texto da coletânea oferecida na prova deste domingo (06/11/2016), um país laico, onde qualquer crença religiosa e até mesmo o ateísmo devem ser respeitados. Logo, a intolerância com relação às práticas religiosas diversas fere essa democracia de credos.
 
O segundo texto da coletânea atesta que liberdade de expressão é diferente de discriminação, mostrando que concordar ou divergir sobre a espiritualidade das pessoas não significa ofender ou atacar ninguém. Nesse sentido, você, vestibulando, poderia exemplificar sua argumentação com casos de violência em decorrência da intolerância religiosa, como o caso da menina de 11 anos, atacada no Rio de Janeiro, no ano passado, ao sair de um culto de Candomblé. No Rio, inclusive, mais de mil casos de violência motivados pelo extremismo religioso foram registrados nos últimos anos, o que é crime, como mostrado no texto III da coletânea. Soma-se a isso outra triste faceta dessa intransigência: nem crianças escapam de atos agressivos por terem sua ideologia religiosa.
 
Além disso, era possível fazer um panorama histórico, a fim de introduzir a questão, mostrando como esse sectarismo tem raízes profundas. Desde a colonização do Brasil, não se era permitido cultuar entidades em que se acreditava; nem índios tampouco negros tinham liberdade de negar o catolicismo. Com isso, juntamente com a resistência no campo religioso, é possível mencionar o preconceito, sobretudo, com a cultura africana, uma vez que os números mais expressivos de intolerância são de discriminação com fiéis de religiões afro-brasileiras, segundo dados do texto IV da coletânea.
 
Com relação à contextualização do assunto, antes mesmo de detalhar a questão da intolerância religiosa no Brasil, o tema permitia que se usasse como repertório extracoletânea os problemas globais, a exemplo daqueles envolvendo o islamismo. O próprio Enem, na prova do primeiro dia, abordou a questão em exercícios, como no que aproveitou um trecho do romance em quadrinhos, da escritora iraniana Marjane Satrapi, “Persepolis”, que estava relacionado com a Revolução Islâmica de 1979, no Irã. Isso poderia ter sido usado na redação para mostrar uma visão geral sobre o tema antes de iniciar discussão na esfera brasileira.
 
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http://especiais.g1.globo.com/educacao/educacao/enem/2016/enem-2016-veja-como-foi-o-primeio-dia-de-provas/
 
Por fim, mais do que contextualizar e exemplificar essa problemática, era preciso mostrar como isso pode ser solucionado, de forma efetiva e concreta. Para isso, cada aluno poderia pensar em rigor nas leis, lembrando que elas já existem, e/ou criação de delegacias especializadas, por exemplo, no campo governamental. Com relação à sociedade em geral, é preciso mudar o paradigma de supremacia cristã, tão presente na cultura brasileira e até mesmo nos projetos de lei e estatutos atuais. Por isso, as ONGs, as Universidades, a família, a escola e a mídia poderiam ser atuantes na consolidação de projetos, campanhas e debates educativos, visando à diminuição do preconceito. O mais importante, vestibulando, era relacionar bem as ações propostas à argumentação de seu texto, garantindo boa unidade textual.
 
Esperamos que nossas considerações sejam úteis para que você, caro aluno, aprofunde seus conhecimentos sobre o tema e reflita sobre essa questão tão importante para a sociedade. Assim como no ano passado, o tema do Enem 2016 é de grande importância social, devendo ainda ser bastante discutido nas mídias em geral.
 
Boa reflexão e até a próxima!
Equipe EscreverOnline
 

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