Olá, querido leitor!

Em nosso curso de redação online corrigimos redações de muitos alunos e, nossa experiência nos tem mostrado que há um perigo muito grande que ronda as redações: o senso comum. Esse termo não tem nada de técnico, mas é um fator que pode fazer a diferença entre você ficar apenas na média ou se destacar de verdade na sua redação.

Os assuntos abordados nas provas de redação do vestibular são muito variados, mas a grande maioria deles não tem nada de inédito. São assuntos que já foram discutidos e rediscutidos pela sociedade. Ao mesmo tempo em que isso pode ser bom pelo fato de termos mais argumentos para elaborar nossos textos, é preciso também tomar cuidado para não nos tornarmos repetidores de um conhecimento que está no senso comum. Mas o que exatamente isso significa?

O senso comum pode se apresentar de diversas formas em um texto. Antes de darmos alguns exemplos concretos, é importante ressaltar que, na grande maioria das vezes, o senso comum serve como um apoio para aquele candidato que não está muito seguro daquilo que está escrevendo. O candidato que se apoia no senso comum geralmente está tentando disfarçar uma dificuldade em conseguir emitir uma opinião pessoal sobre um assunto, então ele lê a proposta, interpreta a coletânea de textos e o tema de forma superficial e não consegue, portanto, ir além do senso comum em sua redação.

Um exemplo de senso comum em redação é o uso de certas frases e citações de autores famosos, como “os fins justificam os meios”, “o homem é o lobo do homem” ou ainda “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. O uso de citações assim empobrece o seu texto, principalmente porque você pode dizer algo parecido com suas próprias palavras. Você deve confiar mais no seu poder de argumentação e não deixa para outros “autores” a tarefa de convencer e conduzir o leitor pela leitura.

Outro exemplo interessante de senso comum são conclusões que terminam com “o governo deve agir”, “as autoridades devem tomar providências” ou ainda “a população deve se conscientizar”. Tudo isso, se for bem trabalhado pode até servir como uma boa conclusão, mas só isso é muito pouco. Se formos pensar, a grande maioria dos problemas apresentados nas propostas de redação pode ser resolvida com frases assim. Essas “fórmulas” se transformam em soluções genéricas que se tornam cada vez mais vazias de significado.

Podemos lembrar ainda do velho e bom capitalismo e da famosíssima globalização, que de tanto virarem vilões nas redações, se tornaram parte de um senso comum. A impressão que se tem é que a maioria dos problemas do mundo é causada por eles. Por mais que possa ser verdade, parece que os candidatos acabam nem pensando direito sobre o tema, já que, desde o início, estão determinados a colocar a culpa no capitalismo e na globalização. E o pior é que na maior parte das vezes isso é feito de uma forma bem rasa, o que piora ainda mais o uso de algo que está tão no senso comum.

Para encerrar nossos exemplos de senso comum nas redações, vamos lembrar a clássica autoajuda. Alguns candidatos acham que são o Augusto Cury e resolvem dar conselhos para os leitores do tipo “o que importa é ser feliz”, “dinheiro não compra felicidade”. Além do problema disso cair no senso comum, ao dar conselhos, você corre o risco de prejudicar a caracterização do gênero dissertativo, por exemplo.

Para fazer uma redação acima da média, você precisa ficar acima do senso comum, lendo e interpretando os textos da coletânea de forma madura e seguindo a proposta à risca. Essa pode ser a diferença entre você ficar na média, como a grande maioria das pessoas ou se destacar ficando com a tão sonhada vaga na universidade da sua escolha.

Por hoje é isso! Semana que vem nos encontramos aqui novamente. Bons estudos e compartilhe este post com os seus amigos =)

 

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