Olá, pessoal! Gostaram do nosso post da semana passada? A dissertação certamente é o gênero mais exigido nas provas de redação. Essa semana vamos falar sobre o Manual de Redação do Enem 2012 lançado pelo MEC/INEP na última segunda-feira.

Primeiramente, quero destacar que essa iniciativa deveria ser seguida por todas as instituições que aplicam provas de redação em seus exames seletivos. Como é bom poder conhecer a forma como seremos avaliados!

Antes, porém, de fazer alguns apontamentos sobre o conteúdo do Manual de Redação do Enem 2012, convido você a ler o manual na íntegra, pois há informações valiosíssimas ali e abordaremos neste post apenas algumas delas. 

Vamos lá,então! =) A impressão que tive do pessoal que está lendo o Manual é que tem muita gente fazendo tempestade em um copinho de água. Já li postagens de gente surtando e falando: “Nossa!!! Agora o texto vai ser dissertativo argumentativo em prosa. O que que eu faço?”. Gente… calma!! Isso só quer dizer que você não pode apenas ficar expondo os fatos, mas tem que se posicionar em relação a eles, não pode ficar “em cima do muro”, tem que argumentar. E outra, a sua redação deve ser em prosa, porque em verso ficaria difícil, né? =)

Além disso, o pessoal está surpreso porque agora escrever palavrão anula sua redação. Como assim, gente? É claro que você não deve escrever besteira na prova, né? Poxa… não tem novidade nenhuma nisso. No Jornal Hoje de ontem (ba dum tss!) esse fato saiu em destaque como se fosse uma grande mudança. Qual candidato, que esteja fazendo Enem pra valer, vai escrever palavrão na prova? Sério! Qual?

Outra questão importante é o “respeitar os direitos humanos”. Ainda que seja difícil julgar uma redação “ideologicamente”, você não vai chegar na hora da prova e escrever absurdos do tipo: “para acabar com a pobreza, vamos matar todos os pobres”. É claro que não se deve fazer esse tipo de coisa!

Resumindo, a minha impressão é que muita gente tem um monte de coisas a dizer sobre redação, mas tem gente falando baboseira e desviando os estudantes de focarem naquilo que realmente é importante. Para ilustrar isso, termino com um exemplo bem interessante.

O portal da UOL publicou uma matéria (da Agência Estado) dizendo que no Manual de Redação do Enem tem uma redação dada como exemplo de nota máxima, que “chama a Venezuela de ‘ditadura’ e erra a grafia do presidente daquele país” (ao invés de Hugo Chávez, a estudante escreveu Hugo Chaves).

Claramente, o autor dessa matéria não leu todo o Manual. Em relação à nota da competência I, que é aquela que avalia se há um domínio da norma padrão da língua escrita, há um descritor para a nota máxima (200) que é o seguinte: “O participante demonstra excelente domínio da norma padrão, não apresentando ou apresentando pouquíssimos desvios gramaticais leves e de convenções da escrita”. Isso significa que o texto não precisa ser, necessariamente, PERFEITO para receber nota máxima nessa competência. Se buscarmos apenas textos perfeitos, é provável que ninguém tire nota máxima em processo seletivo algum.

Inclusive, se formos analisar, muitas matérias com erros piores circulam o tempo todo na mídia. O autor dessa matéria, além de não ter interpretado bem o Manual de Redação, ainda sugeriu uma perfeição que não é exigida nem dos próprios meios de comunicação que, na hora de escrever, contam com dicionários, corretores automáticos e revisores, ferramentas com as quais os estudantes que estão fazendo o Enem não podem contar na hora da prova.

O tom de crítica dessa matéria e as interpretações que a mídia fez sobre esse Manual apenas reforçam algo que, a cada dia, se faz mais verdadeiro para mim: as pessoas não têm NOÇÃO do que é escrever/corrigir um texto, mas mesmo assim elas sempre têm algo a dizer. Por isso que é importante lermos tudo o que sai na mídia e em sites da Internet, sempre com o pé atrás, sempre um pouco desconfiados. Como já dissemos, todo mundo se preocupa com um monte de bobagem, mas poucos são os que ensinam a verdadeira teoria e prática que levam você a escrever um bom texto. 

Desculpem pelo tom um pouco revolts, mas um pouco de indignação não faz mal a ninguém! E se você gostou desse post, não se esqueça de compartilhar! Até a próxima semana =)

 

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