Olá, pessoal!

Hoje vamos trazer um tema que dá pano pra manga! Você é do tipo que fica decorando aquela lista interminável de conectivos ou modelos prontos para usar na redação do ENEM?  Então, você está no lugar certo, pois vamos te ajudar a estabelecer um foco nos estudos, sem precisar de tanto sacrifício mental, pois sabe-se que o excesso de informação armazenada no cérebro, de maneira aleatória, pode gerar um elevado índice de fadiga mental, o que não ajuda muito para quem está se preparando para o ENEM.

Quando vamos iniciar a produção do texto, é preciso se preparar antes de começar a pôr a mão na massa. Isso porque é necessário ter um esquema prévio a respeito do desenvolvimento do tema, organizando as partes de acordo com o modelo de argumentação a ser utilizado. No caso do texto dissertativo, por exemplo, suas partes são compostas pela introdução, que é a apresentação do tema e da tese que você quer defender; assim como pelo desenvolvimento, ou seja, o momento da inserção de argumentos que vão te ajudar a corroborar a tese, dando suporte para que ela se sustente durante todo o texto; por fim, pela conclusão, que “fecha” a redação para o ENEM com todos os elementos solicitados na proposta de intervenção, além de mais uma vez retomar a tese, mostrando a pertinência daquela tese para o avaliador da sua redação.

Se você conseguir juntar todos estes pedaços em um texto coeso e coerente, então seu mosaico vai obter uma excelente nota na redação para o ENEM. Acontece que, na ânsia de decorar dados em excesso, que parecem não ter fim, o candidato se perde e deixa de prestar a devida atenção ao que mais importa: conhecer como se constrói a redação e suas partes. Uma enquete feita por nós no Instagram mostrou que 80% dos participantes não faziam ideia de como trabalhar bem a tese, indicando que boa parte dos candidatos produz a redação no ENEM no escuro, sem ter a medida certa do que se trata o texto dissertativo. A tese é a alma do texto, sem ela não é possível começar a escrever, pois se eu não sei qual ideia quero defender no meu texto, como poderia iniciar a falar sobre algo que ainda desconheço ou que me causa insegurança?

 A título de exemplo, vamos analisar as teses seguintes, que foram elaboradas para o tema “a precariedade da acessibilidade para deficientes visuais em espaços públicos brasileiros”:

  • Os espaços públicos no Brasil, tais como praças e parques, não se encontram devidamente equipados para o acesso de todos os estilos de público, já que, em muitos deles, os deficientes visuais precisam do auxílio de alguém para conseguir localizar um banco para se assentar ou mesmo para não esbarrar em uma árvore.

 

  • Não vejo necessidade de dar acesso aos deficientes visuais nos espaços públicos brasileiros, porque podem passar mal sozinhos e não ter como voltar para casa, e teriam que ser levados a um hospital ou pronto socorro, e aí sim o espaço precisa ter acesso facilitado para eles.

Na sua opinião, qual tese seria a mais adequada para o tema proposto? A primeira, por um lado, afirma que os espaços públicos precisam de melhorias na acessibilidade para os deficientes visuais e oferece exemplos de situações em que o portador de deficiência visual teria que recorrer ao apoio de outra pessoa para se sentar ou para não esbarrar em algum obstáculo. Esta tese demonstra a compreensão do tema?

A segunda, por outro lado, afirma não ser necessária a acessibilidade para deficientes visuais em espaços públicos no Brasil, e argumenta que pode ser perigoso para a integridade física do indivíduo, que teria que se dirigir a um atendimento em saúde (este sim, com acessibilidade) para ser socorrido. O que achou desta?

O importante não é definir o “certo” ou o “errado”, mas a segunda apresenta alguns problemas na sua elaboração. O primeiro deles é o uso da primeira pessoa do singular, expondo a própria opinião, o que foge à regra do modelo dissertativo argumentativo. O segundo é afirmar que não é necessária a acessibilidade dos deficientes visuais no Brasil para frequentar espaços públicos e, a seguir, propor que caso eles precisem recorrer a um hospital ou pronto socorro, estes devem ser acessíveis aos portadores de deficiência visual. Além da incoerência, o candidato diferenciou espaço público de hospital, sendo que o segundo é um exemplo do primeiro.

No nosso modelo, vimos que a todo o momento a argumentação precisa ser trabalhada, principalmente na hora de criar a tese. Se você errar nesta parte, então o restante da redação do ENEM vai ficar comprometida e o resultado vem estampado na nota. Para evitar surpresas desagradáveis, comece a treinar cada uma das partes do texto dissertativo separadamente, compreendendo como se formam primeiro, para depois fazer um treino mais pesado, com a produção de textos completos. É necessário riscar muito antes de se chegar à obra-prima!

Por isso, não dê bobeira e faça um raio X nas suas redações, para se certificar de que não passou nenhum deslize. No final, a sua vaga na universidade estará te esperando de braços abertos!

 

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