Olá, vestibulando!

Estamos chegando já ao meio do ano e em breve você começará a realizar as provas, colocando em prática todo o seu conhecimento e preparo desenvolvido ao longo deste ano. Com a aproximação das provas, vamos falar hoje sobre a prova de redação do último vestibular da Unicamp, especificamente sobre o texto 2.

Escrever bastante é a única forma de tirar uma nota alta em redação. Clique e veja como começar!

Como você sabe, a Unicamp solicita em sua prova de redação que o aluno escreva textos em gêneros variados, sendo que esses textos simulam situações comunicativas do nosso cotidiano. A prova é bem objetiva, então, o primeiro passo para realizá-la com sucesso é entender o que o enunciado pede. Assim, vamos ler a proposta atentamente e extrair dela os elementos que deveriam ser considerados para a escrita do texto:

“Em busca de soluções para os inúmeros incidentes de violência ocorridos na escola em que estudam, um grupo de alunos, inspirados pela matéria “Conversar para resolver conflitos”, resolveu fazer uma primeira reunião para discutir o assunto. Você ficou responsável pela elaboração da carta-convite dessa reunião, a ser endereçada pelo grupo à comunidade escolar – alunos, professores, pais, gestores e funcionários. A carta deverá convencer os membros da comunidade escolar a participarem da reunião, justificando a importância desse espaço para a discussão de ações concretas de enfrentamento do problema da violência na escola. Utilize as informações da matéria abaixo para construir seus argumentos e mostrar possibilidades de solução. Lembre-se de que o grupo deverá assinar a carta e também informar o dia, o horário e o local da reunião.”

(Veja a proposta completa na página D5 em: <https://www.comvest.unicamp.br/vest2015/F2/provas/redport.pdf>).

A prova de redação da Unicamp avalia primeiramente três critérios, que constituem a tarefa básica da prova: propósito, gênero e interlocução. Veja que a tarefa é bem objetiva, inclusive a própria prova destaca os elementos mais importantes. Assim, a primeira coisa a fazer é identificar esses elementos. Observe:

Propósito: elaborar uma carta-convite para uma reunião com a comunidade escolar, cujo objetivo é resolver os problemas de violência da escola (convencer a comunidade a participar + justificar a importância da reunião + apresentar soluções).

As tarefas do propósito estão claramente delimitadas, porém, não basta apenas cumpri-las, é preciso fazer isso com qualidade. De que forma? Utilizando o texto de apoio fornecido, pois é ele que lhe dará informações relevantes sobre a questão, embasando o seu texto. Perceba também que uma coisa puxa a outra: o grupo propõe a reunião porque quer resolver o problema da violência, para isso, precisa que toda a comunidade escolar participe e, para que a comunidade se interesse, precisa justificar a importância de se discutir o problema, mas não só, o grupo precisa também propor soluções para mostrar que é possível resolver o problema. Veja que a proposta reflete uma situação real de comunicação, que poderia acontecer em qualquer escola. Parece lógico que esses elementos apareçam na carta-convite.

Tenha acesso a um banco gratuito com mais de 200 propostas de redação! É só clicar e escrever suas redações!

Gênero: carta-convite (assinar, informar data, local e hora, construir uma argumentação)

Mas não basta cumprir o propósito se o texto não for escrito no gênero solicitado. Fique atento, pois esta não é uma simples carta, é uma carta-convite, ou seja, tem como objetivo convencer alguém a participar de um evento ou atividade. Por isso, é imprescindível que seja construída uma boa argumentação, para que a carta possa cumprir a sua finalidade. É importante também que seja desenvolvida uma interlocução ao longo do texto, em que o grupo que escreve chama a comunidade a participar, ou seja, é importante utilizar marcas de interpelação (dirigir-se ao interlocutor).

Interlocução: locutor – grupo de alunos x interlocutor – comunidade escolar (pais, alunos, professores, funcionários, gestores).

Em relação à interlocução, será avaliado se o aluno conseguiu forjá-la de acordo com a situação comunicativa simulada. Se o locutor da carta é um grupo de alunos, é importante que o texto reflita isso, seja pela sua linguagem (que deve ser formal, mas não de forma exagerada) ou por marcas que explicitam quem é o locutor (nós, alunos da escola x/membros do centro acadêmico da escola x/grupo de discussão sobre violência na escola x). Da mesma forma, o interlocutor deve estar bem marcado por meio dos mesmos recursos. Para construir uma boa interlocução, não basta apenas dizer explicitamente quem é o locutor e o interlocutor, é preciso que você construa uma imagem dos participantes da enunciação. Por exemplo: “nós, que somos alunos desta escola, nos preocupamos com a situação, pois já vimos colegas passarem por situação de violência na saída da aula…/Ainda que pais e professores conversem conosco sobre o assunto, continuamos a ter um comportamento violento, às vezes porque não gostamos de um colega ou porque não queremos ficar de fora da turma…”.

Viu como não é um bicho de sete cabeças? Pode ser até um quebra-cabeça, mas basta esmiuçar o enunciado da proposta que você conseguirá mapear tudo o que precisa fazer na redação. Lembre-se que a Unicamp pede na prova de redação textos que simulam situações reais de comunicação, em gêneros variados, pois deseja selecionar o aluno que olha para a realidade que o cerca de maneira crítica e que é capaz de atuar nela.

Você pode fazer o mesmo exercício com outras provas no site da Comvest (https://www.comvest.unicamp.br/vest_anteriores/vest_ant.html).

Até a próxima!

Profa. Danusa

Treine redação online para o Enem em nossa comunidade gratuitaTenha seus textos corrigidos por membros da comunidade e melhore seu resultado semana após semana.